
O vereador José Carlos Correia da Silva (PSB), popularmente conhecido como Carlos de Joca, que já está em seu sexto mandato como parlamentar, foi eleito presidente da Câmara Municipal de Goiana, no dia 1 de janeiro, pelo período de dois anos. Esta será a segunda vez que ele ficará a frente do poder legislativo goianense, fato que já ocorreu nos anos de 1991 e 1992, quando presidiu a Casa José Pinto de Abreu.
Na presente entrevista Carlos de Joca fala aos leitores de Acontece sobre variados assuntos, como o relacionamento entre os poderes legislativo e executivo no município, a sua ligação com o governador Eduardo Campos, investimentos nos distritos, entre outros temas importantes para a cidade.
Saiba um pouco mais sobre como pensa e pretende agir o presidente da Câmara de Vereadores:
Acontece - Quais serão os seus principais objetivos enquanto presidente da Câmara Municipal de Goiana?
Carlos de Joca – Como presidente da Casa José Pinto de Abreu irei procurar o diálogo junto aos governos municipal e estadual, sempre com o intuito de ajudar o desenvolvimento econômico e social do município. Pois eu acredito que os poderes constituídos necessitam trabalhar em conjunto, sem pensar exclusivamente no benefício individual. As minhas ações como presidente do legislativo irão ser pautadas neste entendimento, buscando parcerias para o bem da população, independente de cor partidária.
Acontece – O senhor e o Prefeito Henrique Fenelon (PC do B) são da mesma base política. Uma relação harmoniosa entre os poderes legislativo e executivo pode ajudar o desenvolvimento do município?
Carlos de Joca – Com toda a certeza. A coligação partidária pela qual fui eleito é aliada do Prefeito Fenelon. Mesmo eu tendo apoiado outro candidato a prefeito em 2008, a situação agora é bem diferente. O período eleitoral acabou. É preciso respeitar as diferenças, buscar o diálogo, desarmar o palanque e pensar no que é melhor para Goiana. De forma alguma iremos buscar brigas desnecessárias ou tentar atrapalhar quem quer que seja. Por isso irei trabalhar por um bom relacionamento o executivo municipal.
Acontece – Até que ponto o sua próxima relação com o governador Eduardo Campos pode trazer benefícios para o município?
Carlos de Joca – A minha relação com o governador de Pernambuco tem mais ou menos uns vinte anos, desde quando o meu amigo pessoal, Miguel Arraes, era o então governador. Fui eu quem trouxe Eduardo Campos para Goiana quando ele disputou as eleições para deputado estadual e federal. E, sempre mantive uma relação próxima com ele. É claro que isso se reflete quando eu preciso fazer um pedido a ele. Um exemplo disso é o programa de habitação, um projeto feito por mim, que o Governo do Estado em parceria com a Caixa Econômica Federal irá fazer em Tejucupapo, onde serão construídas 200 casas populares, beneficiando famílias carentes. No entanto, eu quero que esse programa se estenda pelo município todo e minha amizade com Eduardo pode facilitar isso.
Acontece – Os distritos foram decisivos nestas últimas eleições. O senhor enquanto um líder político destas localidades irá continuar lutando por mais investimentos nos distritos?
Carlos de Joca – Sem dúvida. A eleição para prefeito de Goiana foi decidida pelos votos dos distritos. Por isso irei buscar mais investimentos junto a Prefeitura e o Governo do Estado, pois essas localidades sempre foram deixadas em um segundo plano. Mas, agora isso começa a mudar. Tenho conversado com o prefeito Fenelon e acredito que ele continuará olhando com carinho para os distritos.
Acontece – Nestes tempos de crise mundial a situação econômica é um assunto preocupante. Na sua opinião a cidade de Goiana, que em breve começará a receber os investimentos do Pólo Farmacoquímico, está prepara para as turbulências econômicas? E, qual o papel da Câmara diante deste contexto?
Carlos de Joca – Realmente todos os vereadores precisam compreender que essa crise é global e se preocupar para que o nosso município não seja duramente afetado. Acredito que todos os parlamentares eleitos querem o bem de Goiana e o que for necessário ser feito pela Câmara, nós iremos fazer. Assim como também acredito que o prefeito Fenelon esteja bastante preparado para enfrentar a crise. Já em relação aos investimentos oriundos do Pólo Farmacoquímico, nós só iremos sentir os seus efeitos daqui uns três ou quatro anos. Até lá, precisamos ser competentes e gerir a nossa cidade com responsabilidade.
Acontece – O que a população pode esperar do senhor enquanto presidente da Câmara?
Carlos de Joca – Bem, eu sou uma pessoa que se preocupa com o povo. Por isso, não medirei esforços para ver a cidade que eu amo trilhando o caminho do desenvolvimento econômico e social. Para isso a Câmara irá trabalhar junto com o prefeito Fenelon, buscando o bem dos goianenses.



